Governo do Estado vem incentivando estes segmentos com programas setoriais e incentivos fiscais

A economia de Nova Friburgo foi destaque no jornal o Globo deste domingo (15) como exemplo de município que está sabendo se reinventar e aproveitar as oportunidades. Dados do Caged apontam que foram gerados 589 novos empregos formais de janeiro a agosto deste ano. A  floricultura continua a sua expansão assim como o polo cervejeiro, a indústria de metal mecânica e a produção frutas, legumes e verduras (FLV).

Vitima de uma das maiores tragédias do País, o município mostrou que as crises muitas vezes servem para fortalecer. Diversos setores hoje, apontam uma produção maior do que de seis anos atrás, como é o caso da agricultura. Para o secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino Áureo, que na época estava à frente da pasta da agricultura fluminense, o município dá uma aula para o resto do país.

– Acompanhei de perto a enchente que acometeu o município em 2011, no dia seguinte já estávamos lá. Na época, não poupamos esforços para recuperar o setor agrícola que foi expressivamente devastado. Injetamos recursos a fundo perdido, e em pouco tempo os produtores deram a resposta tendo uma produção maior e mais sustentável do que a existente antes da tragédia – lembra o secretário.

A floricultura também é outro destaque do município. Com 220 floricultores, que produzem cerca de nove milhões de maços (dúzias) de flores por ano a cidade alcançou o ranking de segunda maior produtora do país, ficando atrás apenas de Holambra.

O município foi um dos pioneiros a aderir ao  Florescer,  programa de incentivo ao segmento, criado pelo secretário a frente da agricultura em 2003.  O objetivo foi desenvolver a cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais, fornecendo crédito, capacitação e apoio à comercialização.

A produção de hortaliças também teve o seu incremento com a adoção de práticas sustentáveis e incentivos advindos do Programa Rio Rural, do governo estadual. Para o secretário, Christino Áureo, um dos grandes legados para a produção agrícola da região é o aumento da conscientização para adoção de práticas sustentáveis e ecoamigáveis.

– Após a enchente, com apoio técnico  dos nossos técnicos da Emater-RJ,  os produtores mudaram a sua forma de cultivo e conquistaram uma produção maior e com mais respeito ao meio ambiente. Mostraram que são resilientes e entenderam a importância da agricultura andar de mãos dadas com a natureza  – frisou Christino Áureo.

Com 3.200 produtores, Novo Friburgo produz hoje 76 mil toneladas de frutas legumes e verduras numa área de 2.455 hectares. Ao lado de Teresópolis e outros municípios da Região Serrana formam o chamado cinturão verde fluminense, sendo considerados os maiores produtores do complexo FLV do estado.

Lei da Moda

 Mas o setor que emprega mais gente no município continua sendo o da moda que absorve uma mão de obra de 20 mil pessoas. Em seguida vem o setor metal-mecânico que gera outros 3.700 empregos. Hoje a frente do Desenvolvimento Econômico, Christino ressalta que a chamada Lei da Moda garantirá incentivos até 2032.

– Aprovamos na Alerj essa legislação tão importante para a economia do nosso estado.  Além da chamada Lei da Moda, que reduz a alíquota de ICMS de 20% para 3,5%, também contamos com a Lei 4.178,  que reduz a base de cálculo do imposto na proporção de 33,33% nas operações de saídas internas, de forma que a incidência resulte no percentual de 12%.

Mais informações: 2334-3336/98771-8575

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