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Vereadores cantagalenses solicitam informações sobre pilha de escória às margens do Rio Paraíba do Sul


14 de julho de 2018 1.116 visitas

De iniciativa do vereador Hugo Guimarães (Avante), ofício solicita informações junto ao INEA – Instituto Estadual do Ambiente

Preocupados com a situação da pilha gigante de escória (rejeito com grande quantidade de metais pesados), sem contenção e estocada a céu aberto às margens do Rio Paraíba do Sul, a Câmara Municipal de Cantagalo enviou ofício ao INEA – Instituto Estadual do Ambiente solicitando informações sobre o caso. Tal iniciativa é do vereador Hugo Guimarães (Avante) e recebeu o apoio de todos os demais vereadores.

Oriunda dos Altos-fornos e Aciaria da empresa CSN – Companhia Siderúrgica Nacional, a pilha de escória está localizada no bairro Brasilândia, na cidade de Volta Redonda/RJ, e vem sendo notícia em vários meios de comunicação. Além disso, diversas denúncias estão sendo feitas por parte de entidades de defesa ambiental, junto à Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e ao MPF – Ministério Público Federal, já que a mencionada pilha está alocada próxima ao Rio Paraíba do Sul, correndo sério risco de contaminar a água do rio.

O vereador Hugo Guimarães explica que o ofício busca informações sobre a real situação do caso, como fiscalizações realizadas, licenças ambientais para a referida área de armazenamento, confirmação se o referido depósito encontra-se em uma APP (Área de Preservação Ambiental), entre outros dados que possam vir a esclarecer o fato. “O nosso município, Cantagalo/RJ, faz parte do sistema hidrográfico do Rio Paraíba do Sul, e uma das preocupações é que parte dos rejeitos chegue ao rio, comprometendo assim o abastecimento da população de grande parte do estado, além de prejudicar trabalhadores que sobrevivem da pesca no Rio Paraíba do Sul”, justifica o vereador.

Recentemente, a Câmara Municipal de Volta Redonda instalou uma Comissão Parlamentar Especial para averiguar o risco de deslizamento da pilha de escória e deve iniciar os trabalhos de apuração nos próximos dias. Pelo menos 15 mil moradores de Volta Redonda sofrem diretamente com a poluição e com o risco iminente de contaminação. Problemas respiratórios e alérgicos são comuns, principalmente entre pessoas residentes em bairros próximos à pilha de escória, como Santo Agostinho, Volta Grande, Caieira, entre outros.