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Uma análise técnica sobre o contrato com o Hospital Antônio Castro


2 de setembro de 2017 448 visitas

Secretária de Saúde esclarece pontos cruciais da adoção da medida

ASSESSORIA DE IMPRENSA – PREFEITURA DE CORDEIRO

Duas entrevistas marcaram o dia do prefeito de Cordeiro, Luciano Batatinha, e da secretária de Saúde, Vânia Huguenin, na quarta-feira, 30 de agosto. Eles atenderam à TV Serra Norte e em seguida se dirigiram à Rádio 94 FM para esclarecer a polêmica envolvendo a delicada situação do Hospital Antônio Castro.

Em ambas as explanações, o prefeito declarou não ter poderes para fechar as portas do único hospital da cidade, reafirmando que o futuro da entidade cabe aos próprios diretores, mas confirmou a paralisação da contratualização com a instituição em virtude da ausência de documentação regularizada, o que inviabiliza os repasses financeiros para manter o contrato de prestação de serviços.

Respondendo com segurança as perguntas da imprensa, Vânia Huguenin ratificou a posição do prefeito, dizendo que município e direção do hospital tentaram resolver as pendências desde que o contrato foi firmado, em janeiro, com um plano de metas arrojado. Entretanto, explicou que, além do passivo grande na documentação fiscal e das inúmeras dívidas trabalhistas, outros problemas graves inviabilizam a parceria, como a interdição do Bloco Cirúrgico do Hospital. “Abordamos tudo isso na Audiência Pública realizada na Câmara, no início de agosto. Mas, mesmo com a intensa divulgação, a população não compareceu”, expôs a secretária de Saúde de Cordeiro.

Segundo Vânia, outro entrave dificulta a sequência do contrato: a interdição judicial, que prevê 30% de bloqueio nos repasses do poder público, comprometendo severamente o cumprimento das obrigações financeiras do hospital. “Tentamos de tudo para manter o contrato, fazendo reuniões, criando termos aditivos, prorrogando os prazos três vezes e acatando o Plano de Contingenciamento, que infelizmente não foi cumprido na totalidade. Como o prazo finda em 4 de setembro, não podemos esperar para adotar uma medida, pois precisamos garantir que não haja interrupção no atendimento médico dos moradores”, explicou Vânia Huguenin na entrevista a 94 FM.