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Paes tenta apoio de Romário para candidatura de Pedro Paulo à prefeitura


17 de novembro de 2015 833 visitas

PSDB também corteja Romário, principalmente através do senador Aécio Neves (MG)

LEANDRO RESENDE

Rio – Após as revelações das agressões que o supersecretário da prefeitura do Rio Pedro Paulo Carvalho (PMDB) fez à ex-mulher Alexandra Marcondes, o prefeito Eduardo Paes intensificou a pressão para que o senador Romário (PSB) não dispute as eleições municipais de 2016. Paes esteve em Brasília pelo menos uma vez desde que a primeira agressão de Pedro Paulo veio à tona, no dia 16 de outubro, após reportagem da revista ‘Veja’. Lá, encontrou o Baixinho e tentou convencer o senador a dizer que apoiará o PMDB e que não pretende disputar a eleição de 2016 – ideia rechaçada pela direção nacional do PSB.

O encontro aconteceu no dia 4 de novembro, quando o prefeito e Pedro Paulo chegaram acompanhados por Romário ao gabinete líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS). “Não sabia que o Romário vinha junto. Levei um susto”, contou o petista. No encontro, que foi também para tratar das finanças do Rio, Paes ouviu do ex-jogador que ele irá decidir sobre a candidatura ou o apoio a Pedro Paulo (ou outro nome do PMDB) apenas em agosto de 2016, prazo final para o registro das chapas. No dia seguinte, Pedro Paulo diria à ‘Folha de S. Paulo’ que a agressão contra a ex-mulher em 2010 foi um “fato isolado em sua vida” o que, mais tarde, não se confirmou.

Apesar da pressão de Paes, Romário não descarta disputar a prefeitura carioca. Ele aguarda os desdobramentos do episódio de violência doméstica envolvendo Pedro. Se a candidatura do supersecretário naufragar, o Baixinho já está preparado para entrar no páreo.

O PSDB também corteja Romário, principalmente através do senador Aécio Neves (MG). O partido garante que terá candidato à prefeitura do Rio – os deputados Otavio Leite e Luiz Paulo são cotados – mas não descarta compor uma chapa com o senador do PSB.

O partido de Romário, entretanto, quer que o senador mantenha o compromisso de ser candidato firmado em dezembro de 2014. “Em hipótese alguma o PSB vai apoiar o PMDB no Rio. A decisão antecede o caso do Pedro Paulo, mas é claro que isso agrava o fato”, afirmou o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira.