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Os sinais de alerta para a esclerose múltipla


30 de agosto de 2017 277 visitas

Todo mundo já ouviu frases como “ele está esclerosado”, que conferem um sentido pejorativo ao termo e só contribuem para estigmatizar o paciente. Para, em vez disso, levar conhecimento sobre a doença à população, há exatos 11 anos foi criado o Dia Nacional da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, que alerta para os sintomas comuns a outras enfermidades.

— Todo mundo acha que é uma doença de velho caduco, muitas vezes até confundida com o Alzheimer. Mas ela ocorre porque o sistema de defesa do corpo agride diretamente o cérebro e a medula, inflamando a membrana que envolve os nervos — explica o neurologista Marcos Alvarenga.

Como os sintomas (veja no quadro ao lado) são comuns a outros tipos de doença, o neurologista do Centro de Referência para o Tratamento da Esclerose Múltipla do Hospital da Lagoa reforça a necessidade de que os outros profissionais da medicina fiquem atentos ao atenderem a pacientes que apresentem alguns sinais:

— Os sintomas têm que durar pelo menos um dia inteiro. Por exemplo, quem está com a visão turva vai procurar um oftalmologista. Este médico tem que saber reconhecer os sintomas da esclerose múltipla para fazer o diagnóstico correto e encaminhar o paciente para um neurologista o quanto antes.

A medicina não conseguiu determinar as causas do mal, mas estudos apontam duas linhas: a predisposição genética e fatores do ambiente.

— Não temos todas as informações, mas dentro dos fatores ambientais identificamos duas possibilidades. A primeira é que a doença se desenvolva por falta de exposição ao sol. A luz solar metaboliza a vitamina D, que, quando em baixos níveis, pode alterar o sistema imunológico — explica o neurologista. E continua: — A outra envolve infecções na infância. O vírus pode ter feito o sistema de defesa agir de maneira errada, combatendo estruturas do sistema nervoso central.