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OLIMPÍADA: COMISSÃO ENTREGA RELATÓRIO DE ACESSIBILIDADE À PREFEITURA


3 de dezembro de 2015 243 visitas

A vice-presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputada Tânia Rodrigues (PDT), entregou ao secretário-executivo de Coordenação de Governo da Prefeitura, Pedro Paulo, nesta quarta-feira (02/11), o relatório “Acessibilidade nos pontos turísticos, nos sistemas de transporte e instalações esportivas do Rio de Janeiro”. Nesta quinta (03/11), é celebrado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
O documento analisa os projetos da Riotur para melhoria da acessibilidade no Rio, propondo mudanças para expandir o perímetro de rotas acessíveis aos pontos turísticos. A confecção do relatório foi um pedido do governador Luiz Fernando Pezão à deputada. O texto será entregue ao governador nesta sexta-feira (04/11), em solenidade no Palácio Guanabara.
“O governador pediu que eu enumerasse essas observações para que ele discutisse com o prefeito Eduardo Paes. Nossa preocupação é o legado para quem se desloca aqui no Rio, principalmente no Centro”, diz a deputada, que é cadeirante.
Centro
Em relação ao centro histórico do Rio, o relatório propõe uma melhor integração da Estação das Barcas na Praça XV com o Metrô da Carioca, os polos gastronômicos na Rua do Mercado e Primeiro de Março e centros culturais, como Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e dos Correiros. Foram sugeridas rampas antiderrapantes, reforma nos pisos e vias de acesso ao sistema VLT.
Pedro Paulo destacou a necessidade de rotas acessíveis também no projeto do “Porto Maravilha”, na Região Portuária do Rio. “Combinei com a deputada duas visitas in loco no trabalho complementar das rotas e em toda a região do Porto, começando pela Praça Mauá, para que possamos corrigir eventuais problemas nessa área”, afirmou.
Maracanã
O acesso ao estádio do Maracanã foi citado pela deputada como um dos pontos que merecem melhoria: “Estudamos o entorno porque sabemos que, dentro do estádio, há uma norma internacional de acessibilidade vigorando. Precisamos viabilizar outra descida”.
O documento também apresenta sugestões de reforma para o Corcovado, Pão de Açúcar, Posto 2 (Barra da Tijuca), a orla de Copacabana, Vista Chinesa e Mesa do Imperador, Jardim Botânico e os entornos das instalações do Estádio Nílton Santos (Engenhão) e o estádio de Remo da Lagoa.
Táxis
O sistema de transporte urbano foi outro ponto abordado. Há, ao todo, 57 táxis acessíveis rodando na capital. De acordo com Tânia Rodrigues, Londres, que sediou as Olimpíadas e os Jogos Paralímpicos de 2012, contava com 400 táxis acessíveis. O ideal para o município do Rio seria entre 180 e 200 veículos.
Segundo Pedro Paulo, é possível dobrar o número atual. O secretário afirmou que a Prefeitura do Rio, em parceria com a Agência Estadual de Fomento (Agerio), está removendo trâmites burocráticos para facilitar a expansão da frota. “Retiramos entraves e implantamos taxas anuais, a isenção de taxas municipais e IPVA pago pelo Estado, além da possibilidade de financiamento para dobrar o número de táxis”, explicou.
(Texto de Gabriel Deslandes)