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Maracanã é palco da abertura da Paralimpíada


8 de setembro de 2016 273 visitas

O Estádio do Maracanã viveu nesta quarta-feira (7/9) uma noite de grande emoção, com a realização da cerimônia de  abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A festa, que durou cerca de três horas e meia, além de marcar o início dos Jogos, divulgou os valores da competição: coragem, determinação, inspiração e igualdade. Atletas de 162 países que vão atuar nos 11 dias de competições marcaram presença.

O evento contou com a participação do governador em exercício, Francisco Dornelles, do governador licenciado, Luiz Fernando Pezão, e do prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes. Segundo o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, os Jogos são uma importante ferramenta para construir um mundo mais acessível.

– Celebramos hoje um grande desafio. Construir um mundo novo, mais justo, mais fraterno, onde todos possam caminhar lado a lado sem obstáculos. Quando todos duvidam, nós brasileiros crescemos. Somos o país das realizações impossíveis. Estamos aqui e agora no Rio, no melhor lugar do planeta, orgulhosos com a nossa missão. Agradeço a parceria dos governos federal, estadual e municipal, unidos para a realização desses Jogos. O Rio está pronto para fazer história – ressaltou Nuzman.

Grandes nomes da MPB se apresentaram na cerimônia, entre eles Seu Jorge, Maria Rita, Diogo Nogueira, Pedrinho da Serrinha, Xandi de Pilares, Monarco, João Brasil e o maestro João Carlos Martins, responsável por executar o Hino Nacional. As bandeiras do Brasil e do Comitê Paralímpico Internacional foram hasteadas por militares do Corpo de Bombeiros, do 3º GMAR (Copacabana).

A cerimônia começou com um momento de grande impacto, quando o atleta cadeirante Aaron Wheelz desceu uma mega rampa de 17 metros de atura, o equivalente a um prédio de seis andares, e saltou para o gramado do Maracanã. A entrada das delegações também foi propositalmente antecipada, para que os atletas pudessem acompanhar as apresentações. As porta-bandeiras de cada país entraram trazendo peças de quebra-cabeça, que juntas formaram a imagem de um coração com a foto de 6.315 atletas. A obra foi elaborada pelo artista plástico Vik Muniz, um dos diretores criativos da cerimônia.

Daniel Dias, o maior medalhista paralímpico brasileiro, foi homenageado. Uma projeção transformou o gramado do Maracanã em uma piscina, onde ele atravessou nadando. Depois foi a vez do estádio se transformar em uma grande praia e figuras típicas cariocas, como os vendedores de mate e os jogadores de frescobol e de ”altinha”, foram representadas.

A importância da roda e das novas tecnologias para a mobilidade também foi lembrada, assim como efeitos de luz e som fizeram os espectadores ampliarem o sentido da visão. Uma homenagem aos familiares de todos os atletas emocionou o público, quando crianças com diferentes deficiências carregaram a bandeira paralímpica junto com os seus pais. Todos usaram a bota especial do projeto Bota no Mundo.

No final da cerimônia, a Pira Olímpica foi acesa pelo nadador Clodoaldo Silva, o brasileiro recordista de medalhas de ouro em Paralimpíadas. Também participaram do revezamento da chama no estádio os atletas Antônio Delfino de Souza, Ádria Rocha Santos e Márcia Malsar, que deu um exemplo de superação depois de sofrer uma queda, levantar e continuar o trajeto do revezamento.

Transporte e acessibilidade

A Estação Olímpica São Cristóvão e a Estação Intermodal Maracanã foram os principais locais de acesso para quem foi assistir a cerimônia de abertura. Elas são um importante investimento do Governo do Estado em mobilidade urbana, junto com as Estações Olímpicas ferroviárias Engenho de Dentro, Deodoro, Vila Militar, Magalhães Bastos e Ricardo de Albuquerque, além da Linha 4 do Metrô (Ipanema-Barra da Tijuca).

Para receber os Jogos, as estações São Cristóvão e Maracanã foram reformadas e passaram a contar com acessibilidade plena. Em São Cristóvão, foram instalados três elevadores e três escadas rolantes, novo mezanino com área de acesso cinco vezes maior que a antiga (passou de 610 m² para 3.133 m²) e passarela de integração direta com o metrô. Além disso, as coberturas das plataformas foram ampliadas e foi instalado o piso tátil. A Estação Maracanã tem sete escadas rolantes e sete elevadores, além de acesso ao estádio, por meio da passarela totalmente recuperada pelo Estado.

Fotos: Clarice Castro