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Lava Jato exige dados sobre Lula em eventual acordo de delação da Odebrecht


24 de março de 2016 157 visitas

Na última terça-feira (22), o grupo tornou pública a intenção de executivos da empresa em fechar uma colaboração efetiva

Estadão Conteúdo

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, não abrem mão da ampla confissão do empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht em um eventual acordo de delação premiada. O Grupo Odebrecht tornou pública nesta quarta-feira (23), a intenção de executivos da empresa de fechar uma colaboração efetiva com os investigadores, em busca de redução de pena.

Para a força-tarefa da Lava Jato, um ponto visto como essencial para os investigadores em uma negociação é que os executivos do Grupo Odebrecht revelem dados sobre os pagamentos de palestras, doações e reformas feitas em benefício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, de tirar das mãos do juiz federal Sérgio Moro os inquéritos envolvendo o ex-presidente, a empreitera poderia negociar seu acordo tanto na Justiça de Curitiba, quanto no STF – nos casos dos processos envolvendo alvos com foro privilegiado. Em nota, o grupo mandou um sinal ao mercado de que quer falar sobre doações eleitorais.

Além de confessar ter conhecimento sobre o “departamento da propina” revelado pela Operação Xepa – 26ª fase deflagrada na terça-feira (22) –, os procuradores da força-tarefa querem detalhes sobre a corrupção em outras obras e áreas do governo. Algumas delas já estão no radar da Lava Jato, como o setor de plataformas na Petrobras, o estádio Itaquerão, em São Paulo, o Porto Maravilha, no Rio, entre outras.

Por outro lado, a tentativa de negociação de uma delação premiada por executivos do Grupo Odebrecht começou mal, na avaliação dos procuradores. Na nota de esclarecimento divulgada nesta quarta-feira (23), em que afirmou não existir sequer negociação iniciada sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht, a força-tarefa critica a divulgação do possível acordo.