O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani, não consegue entender o veto da Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados para tornar federal a exclusividade de vagões para mulheres no trem e no metrô. Segundo Picciani, que é o autor da Lei estadual, a Câmara precisa voltar os olhos para o que ocorreu no Rio de Janeiro. “Quando digo que nosso poder legislativo estadual é de vanguarda, tem mais sensibilidade e deve avançar nas legislações concorrentes com a Câmara Federal, eu tenho razão. Aqui, no Rio, é um sucesso a exclusividade de vagões para mulheres no horário do rush, tanto no metrô quanto nos trens da Supervia. Trata-se de uma garantia de tranquilidade de transporte para aquelas mulheres que não aceitam ser molestadas e constrangidas”, afirmou Picciani.
O parecer da comissão diz que se a segregação começar a ser usada para resolver conflitos nos sistemas de transporte, teriam que ser destinados vagões exclusivos para idosos e deficientes. No mais, os deputados acreditam que para resolver problemas pontuais, as intervenções deveriam ser estaduais ou municipais.
“Eu tenho orgulho de ter feito essa lei. A sugestão chegou a mim pelo nosso Alô Alerj, e tenho recebido o agradecimento de muitas mulheres. Mas não é somente elas. Os homens também, porque veem suas filhas e esposas indo trabalhar, mesmo com os trens e metrô ainda superlotados, com muito mais tranquilidade”, salientou o deputado.