ANIMAIS SILVESTRES SÃO APREENDIDOS POR COMISSÃO NO CENTRO DO RIO
Agentes da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia
Legislativa do Rio, presidida pelo deputado André Lazaroni (PV),
apreenderam, na sexta-feira (19/06), 13 aves silvestres que estavam
sendo vendidas irregularmente na Casa de Pássaros Guará do Brasil Ltda.,
no Centro do Rio. Foram descobertos ainda diversos medicamentos fora da
validade e um papagaio de espécie “ecleto” morto dentro de uma geladeira.
Segundo os fiscais, a loja está em péssimas condições de higiene e com
problemas de estrutura e conservação. “Recebemos uma denúncia anônima
sobre a venda de animais silvestres, o que é proibido por lei. Nossos
fiscais foram até o local no último dia 12, à paisana, para comprovar a
queixa e, hoje, voltaram para autuar o proprietário, que não apresentou a
documentação necessária. Primeiramente, ele responderá um processo por
maus tratos e venda ilegal de animal silvestre”, comentou o presidente da
comissão.
A operação teve início às 10h, quando os fiscais da Alerj chegaram à
loja, na Rua do Teatro, 23. Após realizarem uma vistoria parcial, os
agentes constataram a venda de faisões exóticos e acionaram o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a
Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), para uma fiscalização mais detalhada. Com a chegada dos fiscais, a situação se agravou. Eles encontraram 12 faisões exóticos, das
espécies dourado e prata, e um pássaro da espécie “ring neck”, semelhante
a uma calopsita, que foram apreendidos e encaminhados para o Zoo do Rio.
Um dos casais de faisões está avaliado em R$ 400. Além dos animais sem
documentação, um papagaio da espécie “ecleto”, avaliado em R$ 8 mil,
encontrava-se morto dentro de uma geladeira.
“Não sabia que esses faisões eram ilegais. Trabalho com esses bichos
há mais de 40 anos e nunca tive esse problema. O que mais cuido na vida
são desses animais. O papagaio não é meu. Ele pertence a uma cliente que
o trouxe para eu cuidar. Ele chegou aqui muito mal e morreu há dois
meses. Ele está ali guardado para devolver para a dona. Tenho que provar
que o pássaro dela morreu”, argumentou o dono da loja, Geraldo Eloi,
antes de cair em contradição e comprovar que sabia da irregularidade dos
faisões: “Já até procurei o Ibama para regularizar esses animais, mas,
quando chego lá, não tem ninguém para atender. A gente fica sem saber o
que fazer”. Os agentes da comissão ainda verificaram que, no segundo
andar do estabelecimento, o piso havia cedido cerca de um metro.
Geraldo fechou sua loja por volta de 12h30 e aguardou o desfecho da
operação. “O proprietário terá que prestar depoimento na DPMA e será
obrigado a apresentar toda a documentação da loja e dos animais dentro do
prazo de 20 dias. Caso não consiga reunir as provas, será alvo de um
processo na esfera criminal e terá que pagar uma multa a ser determinada
pelo juiz”, contou um dos agentes do Ibama que preferiu não se
identificar.
Everton Silvalima
Diretoria de Comunicação Social da Alerj
Tel.: 2588-1404 ou 9619-8725