GARANTIA DE NOVOS INVESTIMENTOS MARCA INÍCIO DO I RIO ECO RURAL
O I Congresso Rio Eco Rural irá marcar o setor agrícola do estado com a garantia de novos investimentos que poderão ser realizados a partir da união entre os governos federal, estadual e municipais e as associações de produtores rurais e cooperativas. Esta foi a expectativa demonstrada pelo presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Políticas Agrária, Rural e Pesqueira da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Rogério Cabral (PSB), durante a abertura do evento, nesta quinta-feira (16/04), na Queijaria Escola de Nova Friburgo, na Região Serrana do estado. "Acredito que a agricultura fluminense terá dois momentos: o pré e o pós Rio Eco Rural. Aqui nós demonstraremos o quanto é possível o setor se fortalecer, através da união de todos os órgãos responsáveis. Este congresso é o resultado de um trabalho intenso que temos realizado, com diversas reuniões e audiências. Hoje, plantamos uma mudinha para o desenvolvimento da agricultura e o fortalecimento do interior", destacou o parlamentar, que ressaltou o apoio da Mesa Diretora e do presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB).
Picciani enviou uma mensagem em que destacou a importância do evento para a economia rural. "A Comissão de Agricultura tem tido um empenho muito grande em seu trabalho e espero que este congresso obtenha muito sucesso. É de fundamental importância este evento que objetiva melhorar a qualidade e o aumento da produção do homem do campo, desde a economia familiar, passando pelo biodiesel, à produção leiteira, e tudo que possa gerar renda e emprego no meio rural. O debate criado neste congresso é essencial porque, quanto mais informações você leva ao pequeno produtor, maior será a possibilidade de ele aumentar a sua renda", destacou. O vice-presidente da comissão, deputado Nelson Gonçalves (PMDB), também pontuou a relevância dos seminários que serão realizados durante o evento. "Estamos perdendo recursos e isto não pode acontecer. A partir deste momento, precisamos de união. É desta forma que as cooperativas, os produtores e população do interior vão poder mostrar suas demandas e sensibilizar as autoridades sobre a relevância desta atividade para todo o estado", frisou o deputado.
O secretário de Estado de Agricultura, Christino Áureo, salientou, durante o evento, a liberação, nesta semana, de uma verba de R$ 5 milhões para o setor. "Quase metade será para estradas vicinais e reformas de mercados, começando por Nova Friburgo, São José de Ubá e Paty do Alferes", afirmou Áureo. O secretário agradeceu ainda o apoio da comissão. "Quando o Legislativo é forte, cobra e traz uma pauta repleta de demandas, como a comissão tem feito com sua atuação constante. Ela nos dá o reforço necessário para reivindicar as ações precisas para que tenhamos um estado, principalmente o interior, forte e bem estruturado", afirmou. Áureo criticou ainda as pessoas que classificam um município como pobre apenas por conta de ele ter a economia baseada na agricultura. "Na verdade, esta afirmação é extremamente injusta. Ele é pobre porque foi esquecido e abandonado e, lá, talvez a única atividade heróica que tenha sobrevivido tenha sido a agrícola", frisou o secretário, destacando que apenas com mobilização política será possível investir na agricultura e levar para o setor toda a estrutura necessária.
Após a abertura, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues fez uma palestra sobre agronegócio e frisou que, entre os dez maiores problemas para a humanidade nos próximos 50 anos, estão a energia, a água, os alimentos, o meio ambiente e a pobreza – "todos têm a ver com a agricultura". "O agronegócio é o mais importante do País e a presença brasileira no mercado mundial de produção de alimentos é de extrema importância, porque produzimos excedentes", explicou. De acordo com Rodrigues, é necessária a aplicação de uma revolução da sustentabilidade agrícola com a produção de energias renováveis. Na ocasião, Rodrigues defendeu ainda a produção de cana-de-açúcar e destacou que o etanol reduz o aquecimento global e traz vantagens que podem ser consideradas como uma grande evolução. "As pessoas olham o mapa do Brasil e não têm noção do tamanho de nossas terras. Logisticamente, a Amazônia não seria o melhor local para se plantar, mas sim a região Sudeste, até porque é onde temos muitas refinarias", analisou o ex-ministro, acrescentando que a demanda do mundo por alimentos e energias pode ser suprida pelo Brasil.
Após o painel da manhã, a comissão abriu a I Feira do Produtor (Fepro), também na Queijaria Escola, onde diversos estandes de produtos, maquinários e insumos rurais estão sendo vendidos a preços especiais. Durante o evento, também estiveram presentes o deputado federal Fernando Lopes (PMDB-RJ); o deputado João Peixoto (PSDC); o prefeito de Nova Friburgo, Heródoto Bento Melo, e o superintendente do Ministério da Agricultura no Rio, Pedro Cabral.
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