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CPFs passam a ser emitido nas certidões de crianças em todo o estado O número é válido em todo território nacional


3 de dezembro de 2015 201 visitas

Quando o servidor público Mário Jorge da Cunha, 34, resolveu tirar o CPF, aos 16 anos, foi um suplício. O documento demorou mais de um mês para ficar pronto e ele quase perdeu uma oportunidade de emprego. A partir do seu filho Emanuel, nascido ontem, nenhuma criança passará mais por isso no Estado do Rio. O número válido em todo território nacional está sendo emitido com a certidão de nascimento.O menino é o primeiro bebê a ter CPF no Rio, segundo no país. “O Emanuel é um precursor”, diz Jorge, orgulhoso do primeiro filho, que nasceu na Maternidade Perinatal de Laranjeiras na segunda-feira. A unidade foi escolhida para simbolizar a parceria entre a Receita Federal e Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen-RJ).
“A pessoa passa a ser cidadã ao nascer. É uma medida que beneficia a todos”Manoel de Carvalho, diretor da Perinatal
Para Priscilla Milhomem, registradora e presidente da Arpen-RJ, a medida é necessária e dá aos recém-nascidos um documento essencial. “O CPF é um documento básico para o exercício da cidadania”, diz ela, que acredita que até o fim de janeiro os 178 cartórios e as 55 unidades interligadas (localizadas em maternidades) do estado já estejam com o sistema. Segundo a Receita Federal, além do Estado do Rio, o sistema já está em funcionamento em São Paulo.
Para Priscilla, a nova funcionalidade não gerará custos extras para os cartórios, uma vez que eles apenas precisarão atualizar seus programas. “É rápido e fácil, em segundos o número de CPF é gerado”, afirma ela que crê que o novo sistema ajude a evitar fraudes. “É um instrumento para combater furtos e gera economia aos serviços públicos”, aponta Priscilla, que lembra que o CPF na certidão de nascimento facilitará ainda os casos de pessoas com o mesmo nome.
Segundo Manoel de Carvalho, diretor da Perinatal, a medida já deveria ter sido tomada antes para evitar a burocracia. “A pessoa passa a ser cidadã ao nascer. É uma medida que beneficia todo mundo”, aponta Manoel. Para o casal Katharina, 29, e Bruno Nogueira, 33, que registrou o filho Levi ontem na Perinatal, o documento vai facilitar a vida de todos. “Precisávamos do CPF para o plano de saúde”, diz Bruno.