Voltar

Notícias

Conselho do Plano de Desenvolvimento Urbano toma posse


23 de março de 2016 181 visitas

Baía de Guanabara foi o principal tema debatido pelo grupo
O vice-governador Francisco Dornelles, o secretário de Governo, Affonso Monnerat, e o diretor-executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental, Vicente Loureiro, empossaram nesta terça-feira (22/3), no Palácio Guanabara, os integrantes do Conselho Metropolitano. O grupo vai ajudar a elaborar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio: o Modelar a Metrópole.
– Este ato representa o resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado há algum tempo com o apoio do Banco Mundial e que tem como objetivo conclamar a sociedade a participar do processo de elaboração do primeiro plano estratégico de desenvolvimento urbano integrado da Região Metropolitana. Agradecemos o envolvimento de todos nessa missão, que nos faz olhar para o futuro e traçar um modelo de metrópole a perseguir, apesar de uma conjuntura adversa – disse o vice-governador.
No evento – que reuniu representantes de organizações como a Firjan, o Instituto dos Arquitetos do Brasil, o Clube de Engenharia, o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, a Casa Fluminense e o Metrô Rio – uma prioridade foi estabelecida: a despoluição da Baía de Guanabara.
– Para melhorar a situação da Baía de Guanabara, temos que resolver a questão do saneamento na Baixada Fluminense – disse Rogério Valle, coordenador do Laboratório de Sistemas Avançados de Gestão da Coppe e membro do conselho.
As 110 entidades envolvidas e os 50 profissionais serão responsáveis por acompanhar a elaboração do Plano Estratégico, documento que apresentará um modelo de desenvolvimento integrado para os 21 municípios da região e balizará as ações de planejamento do Governo do Estado e da Câmara Metropolitana pelos próximos anos. O objetivo é reorganizar os centros urbanos a partir de um crescimento mais harmônico e equilibrado, que promova, de forma sustentável, mais qualidade de vida para os mais de 12 milhões de habitantes destas cidades.
– Precisamos ter um caminho e definir um rumo para que as políticas de saneamento, transporte e mobilidade, entre outras, possam ocorrer com o máximo de sinergia possível – explicou Vicente Loureiro.
Sobre o Plano
O Modelar a Metrópole trará metas de desenvolvimento de curto, médio e longo prazo (4, 8 e 25 anos) para a Região Metropolitana em diferentes eixos: economia; mobilidade; habitação; saneamento; meio ambiente; patrimônio natural e cultural; e reconfiguração espacial, bem como um plano de ação para atingi-las. O documento será resultado de um processo amplo de discussão entre o poder público, o Conselho e os demais integrantes da sociedade civil ao longo dos próximos 16 meses. Para tanto, foi montado um calendário de oficinas e encontros que tem início em abril.
O projeto faz parte do Programa de Fortalecimento da Gestão Pública e Desenvolvimento Territorial Integrado – Rio Metrópole – Pró-Gestão II, financiado pelo Banco Mundial. A estruturação será coordenada por um consórcio formado pelas empresas Quanta Consultoria e Jaime Lerner Arquitetos Associados, escolhido em concorrência internacional.
– Existe uma estrutura que pode combinar vida, trabalho, mobilidade e lazer, tudo junto. Essa visão integrada é essencial – disse o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, atual coordenador de estratégias para a execução do Plano.
Fotos: Clarice Castro