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Coluna Efeito Borboleta


4 de outubro de 2016 412 visitas

PENSANDO EM MIM E EM TODOS NÓS:

Sonhos não são para sempre,

mas realizá-los é uma condição para a plenitude.

Só somos felizes quando conquistamos.

Sonho que não se realiza é eterna utopia.

Por que falar em sonhos?

Talvez porque eles sejam o cerne do que vem depois. Algo que se agiganta e nos faz entender o nosso derredor e a nossa condição de luta.

Cito aqui uma passagem bíblica, um Salmo de romagem.

Para muitos um palavra espiritual, para outros não.

Mas o que importa é o teor de sua mensagem. Uma palavra de coragem e determinação de um povo, o judeu, que saía de um exílio na Babilônia.

“Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles. Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres. Restaura, SENHOR, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe. Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.”

Essas palavras, do Salmo 126, me disseram muita coisa em determinada ocasião.

Eu apenas não me atentei para o fato de que os sonhos, quando realizados deixam de ser “magia” para serem realidade e é possível que venham outras pessoas, se apoderem dele e quem o realizou é deixado para trás.

Essa é a rotina dura da vida, mas temos que nos acostumar a ela e entender que o importante é realizar, deixar legados indiscutíveis.

Quanto aos que vem depois, para dar sequência apenas, “tocam” de forma razoável ou não, o que fizemos deixar de ser sonho para ser real.

Semeei com muito choro, no caso, muita dificuldade, mas os feixes que colhi… Ah… Esses ninguém me tomará.

Está registrado na história.

Não há como negar.

Sensação positiva de contribuição é algo indescritível.

O sofá e as notícias nos telejornais não podem jamais substituir o ato de fato.

Lutar por direitos é algo que faz nos sentir parte ativa na guerra contra a opressão e o descaso. Qual a sua participação nesse sentido? Já parou para pensar?

Por isso…

Não me calo. Mesmo que o calo doa.

Falo…

Enquanto a voz existir e o resquício de esperança não se esvair.

Reflito sobre a Educação Brasileira.

Como levantar a autoestima dos alunos, se a nossa está no fundo do poço?

Só acredito em mudança no dia em que todo professor tomar consciência de sua força como categoria. Como classe. E unidos exigirem o respeito devido.

Luta é o único caminho.

Não existe força capaz de levantar a moral dos professores para fazerem um trabalho que melhore a moral dos alunos.

Vivemos num país que não valoriza a Educação como princípio básico de seu desenvolvimento.

Plantar sobre a terra batida é desperdiçar semente.

Precisamos urgentemente revirarmos a terra e colocarmos adubo pra começarmos a plantar de novo.

As “vacas do poder” estão há anos pastando sobre nossas plantações.

Não se tem terreno fértil, se não houver os instrumentos básicos e fertilizantes para brotar alguma coisa.

Nessa terra que está aí, nada frutifica a não ser as ervas daninhas que estão sufocando o trabalho dentro das escolas.

“Pás e foices” nas mãos.

A vitória está nas mãos de quem luta no campo e não chafurdado nos papéis da burocracia e das vantagens.

Um país que não vê Educação como investimento e sim como gasto. Que lida com desigualdade, oferecendo oportunidades para os ricos brancos, excluindo negros, índios e pobres. Que elitiza o ensino superior como única formação de respeito. Que não adota medidas de recuperação do atraso educacional histórico do país. Que dá mais valor às políticas educacionais que às práticas educativas… Se deparará com resultados como os do IDEB ( Índices da Educação Básica ), apresentados atualmente, com total lástima.

Pobre Educação.

Pobre Cidadão!