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COLUNA: EFEITO BORBOLETA


4 de outubro de 2016 316 visitas

É UM BLÁ BLÁ BLÁ

Desde que começou esse blá blá blá de reforma do Ensino Médio, prometi a mim mesmo que não me preocuparia, não me informaria e nada falaria sobre.

Mas como me conheço, imaginei que ficar quieto na totalidade seria impossível.

Então resolvi destacar apenas três pontos disso tudo.

  • Que o Ensino Médio no Brasil precisa de reforma, isso é fato. Mas não só o Ensino Médio, a Educação como um todo. Para que isso tenha resultado, não é impondo uma MP às pressas que o problema estará resolvido. Existem pontos coerentes na proposta, mas que precisam ser refletidos e avaliados. Só que parece que o governo Temer quer ser reconhecido pelo governo que fez um monte de lambança num curto espaço de tempo. Qual o propósito disso? Fazer marketing eleitoral já que o PMDB está sendo rejeitado para as eleições de 02 de Outubro? O que é isso?
  • Citei acima que a reforma tem que ser da Educação como um todo. O Ensino Médio é um gargalo. Nunca vi começar uma reforma no teto se a base está podre. O Ensino Médio é resultado de um processo educativo que começa a se deteriorar na Educação Infantil. A quem se quer enganar? Transformar é fazer tudo de novo. Já lutava João Goulart quando propôs sua Reforma de Base. Atacar o problema na raiz. Aí sim. Começar da estrutura. Mas o que aconteceu com João Goulart? Em 1964 sofreu um golpe Militar.
  • De que adianta fazer reformas metodológicas se o alicerce, aquele que vai fazer a mudança acontecer na prática, o professor, é tratado com desdém e truculência? Tudo pode ser muito bonito no papel, mas se o professor cruzar os braços nada acontece. Durante o ano passado e neste ano, presenciamos professores lutando por dignidade e sendo tratado com cães, cacetetes e gás de pimenta. Como melhorar a autoestima dos alunos se a do professor está abaixo do chão. Não adianta vir com essa história de que indivíduos de notório saber poderão substituir professores. Isso é pura jogada, pois os cursos de licenciatura no Brasil, naufragaram. Dessa forma, teremos resultados ainda piores. Alunos menos preparados e IDEB desastroso. Tudo falácia. Quem compra essa ideia? Ah! E tem mais. As notoriedades do saber também vão querer bons salários, pois eles também precisam sobreviver. A não ser que… Essa seja uma bela forma de sucatear ainda mais o salário do professor, para encher os bolsos desses notórios, escolhidos politicamente, com salários polpudos. E ainda tem professor que acredita nessa balela toda? Essa é uma forma bonita e preocupada do governo de nos passar a perna. Derrubar nossa estabilidade e nunca mais nos dar um tostão de melhoria.

PENSEM!!!!!!