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COLUNA: EFEITO BORBOLETA


31 de março de 2016 477 visitas

TIC… TAC…

Silêncio!
Vamos ouvir?
TIC… TAC…
TIC… TAC…
Um som melódico e simples… mas que representa muito.
Pensem!
TIC… TAC…
TIC… TAC…
Tão pequenininho, mas que adere aos ouvidos poderosamente.
De forma cadenciada, ritmada…
Marca!
TIC… TAC…
TIC… TAC…
Marca o quê?
Segundo a segundo, nessa melodia interminável, os dias se vão e não há como pará-los.
É a marcação do TEMPO.
Senhor impiedoso! Inabalável! Que segue seu curso, alheio.
O tempo passa… Real e veemente!
Não é clichê.
É constatação sufocante… pois não volta.
Quando se nasce, os dias começam a ser contados. Isso é certo, mas não há como precisar o fim.
Fortalece-se assim, as duas maiores inquietações da humanidade:
DE ONDE? PARA ONDE?
Evolucionistas ou Criacionistas?
Ciência ou Religião?
A Orquestra da Vida, que regeu o BIG BANG na formação do Universo, produziu a vital Sopa de Aminoácidos… sim. Mas…
Haja Luz! E no sétimo dia descansou…
Se UM é UM MILHÃO, porque não a constatação ao invés da refutação?
TIC… TAC…
TIC… TAC…
E entre o início e o fim, está ele novamente.
Entre o Alfa e o Ômega, está o lapso de tempo.
Dentro deste espaço, contamos a história.
Contar uma história requer reunir elementos que a farão bela ou feia. De sucessos ou de fracassos.
As escolhas são feitas. Certas ou erradas… não importa, independente delas, o som sempre progressivo estará ali…
TIC… TAC…
TIC… TAC…
Santo Agostinho, filósofo cristão, já se perguntava angustiado: Quem é, pois, o tempo?
Tratado como conceito adquirido por vivência é indefinível em palavras, por isso, foi personificado na mitologia grega.
KRONOS… Tempo cronológico, sequencial, que pode ser medido, associado ao tempo linear, das coisas terrenas. Princípio, meio e fim. Dias, meses e anos. Finito e metódico. Controlado igualmente por todos.
Associado mitologicamente, seu filho KAIRÓS, dissocia-se de Kronos.
Kairós tem movimento indeterminado. É quando algo especial acontece! O tempo da oportunidade. Absorção do momento presente. Paixão pelo que se faz com empenho. Kairós alimenta a alma.
Enquanto Kronos é um tempo especializado e objetivo, Kairós é significativo segundo um horizonte de sentidos.
Mesmo quando Kronos “devora seus filhos”, Kairós que “os afaga e sustenta”.
Kronos é o tempo do homem.
Kairós é o tempo de Deus.
A sabedoria de Salomão equivaleu este paradigma quando mensurou o tempo de Deus, em Eclesiastes.
“Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer… tempo de guerra, e tempo de paz.”
Às vezes pensamos realmente que terminamos algo. Enganamo-nos!
Kronos segue adiante…
O tempo não pára para que as decisões sejam tomadas. Segue seu ritmo natural…
TIC… TAC…
TIC… TAC…
Diz a sabedoria popular que só temos uma vida completa quando realizamos três ações: PLANTAMOS UMA ÁRVORE, ESCREVEMOS UM LIVRO E TEMOS UM FILHO.
Se isso é sabedoria popular mesmo, não posso garantir. Mas parto desse princípio para sugerir essa sequência de ações. Exatamente nessa ordem.
Todos fomos sementes fecundadas.
Brotamos em diversas fases da vida. No tempo certo.
Seguindo a lógica da dita sabedoria popular, devemos escolher um lugar apropriado para plantarmos as sementes, especial e significativo para plantarem uma única semente. Cuidando para que ela germine e cresça.
Não sabemos às vezes de que ela é. Também isso não importa.
Assim como também, não sabemos como floresceremos.
Substitua a semente do frasco por um pedaço de papel. Escreva nele um sonho, um projeto de vida a ser alcançado e cuide para que este projeto cresça, junto com árvore.
Quanto ao livro, comecem a escrevê-lo hoje, por que não? Histórias… sei que têm para contar.
E o filho… Para esse há tempo… mas posso afirmar, hoje, com precisão, como representante dos pais de vocês: VALEU A PENA!
Meu conselho?
Viva Kairós, mas sem se esquecer de Kronos!