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Casos de microcefalia e gestantes com síndrome exantemática


9 de dezembro de 2015 346 visitas

A Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde informa que de 1º de janeiro a 5 de dezembro de 2015 foram registrados 45 casos de microcefalia no estado do Rio de Janeiro. Os números foram consolidados após cruzamento de dados de informações extraídas de janeiro a novembro do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Relatório de Emergência em Saúde Pública (Resp), todos do Ministério da Saúde. Em 2014, foram registrados 10 casos da malformação no RJ, segundo o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC).

Dos 45 casos registrados, 36 são de bebês já nascidos e 9 são referentes ao período intra-uterino. Desse total, 15 mulheres relataram histórico de manchas vermelhas pelo corpo ao longo da gravidez. A Secretaria esclarece que, por causa do novo protocolo de vigilância estabelecido pelo Ministério da Saúde, que considera microcefalia bebês com perímetro cefálico menos ou igual a 32 cm, a Superintendência de Vigilância Epidemiológica realizou uma revisão de todos os casos registrados no Relatório de Emergência em Saúde Pública de modo a verificar as notificações que se enquadravam na nova definição de caso. Para fins de vigilância, os casos com nascimento até maio/2015 e que não se encontram dentro da definição citada foram excluídos. A data definida para exclusão leva em conta a época do início da circulação do vírus Zika no estado do Rio de Janeiro.

Desde 18 de novembro de 2015, quando se tornou obrigatório no estado a notificação de gestantes com manchas vermelhas na pele (exantema), já foram notificados 341 casos de grávidas com exantema. Até o momento, 4 tiveram a confirmação de Zika Vírus, mas ainda não há confirmação se os fetos apresentam microcefalia. Importante ressaltar que o resultado positivo para Zika vírus não configura a existência de microcefalia e que essas gestantes serão monitoradas até o final da gestação.
Como notificar – A notificação deve ser feita por profissionais de saúde em até 24 horas após identificação de gestantes que tenham apresentado relato de manchas vermelhas pelo corpo, independente da idade gestacional. Para notificar basta enviar um email para o endereço notifica@saude.rj.gov.br , ligar para os telefones (21) 2333-3993, (21) 2333-3996, (21) 98596-6553 ou preencher o formulário online disponível no sites www.riocomsaude.com.br/exantema, http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=23642.

O que é o zika vírus – O Zika vírus foi descoberto na década de 1940 e Uganda e identificado nas Américas apenas no ano passado. A doença é transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue, e causa febre, manchas pelo corpo, coceira, além de dor de cabeça, muscular e nas articulações. O tratamento é hidratação, medicamentos para os sintomas e geralmente o paciente fica curado entre quatro e cinco dias. No entanto, por ser uma doença nova, sem muitos registros na literatura médica, não há até o momento evidências científicas que comprovem a relação entre o vírus em gestantes e o nascimento de crianças com microcefalia. Por isso, fundamental, por precaução, que mulheres grávidas reforcem medidas de proteção individual, como o uso de repelentes e evitar exposição em locais e períodos de maior atividade do mosquito.

O que é microcefalia – A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio menor que o tamanho normal. Na maioria dos casos, é resultado de alguma infecção adquirida pela mãe durante a gravidez, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus, além de abuso de álcool, drogas e em síndromes genéticas como a síndrome de down. Em 90% dos casos, a microcefalia está associada a um atraso no desenvolvimento neurológico, psíquico e/ou motor. Não há como reverter a microcefalia, mas é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.

Campanha 10 Minutos Salvam Vidas – O Zika vírus é transmitido pelo mesmo mosquito que transmite a dengue e a Chikungunya. Portanto, a forma mais eficaz de se prevenir é combatendo o Aedes aegypti, diminuindo ao máximo o número de focos. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro lançou esta semana a campanha 10 Minutos Salvam Vidas, para incentivar a população a tirar 10 minutos por semana para eliminar os possíveis focos do mosquito em suas casas. Entre as ações da Secretaria está ainda a doação de Saúde de 170 carros com o objetivo de reforçar as frotas de 91 municípios do estado no combate às endemias. A campanha inclui também a produção de material informativo e realização de capacitação para profissionais de saúde das redes pública e privada.

Medidas como armazenar lixo em sacos plásticos fechados; manter a caixa d’água completamente vedada; não deixar água acumulada em calhas e coletores de águas pluviais; recolher recipientes que possam ser reservatórios de água parada, como garrafas, galões, baldes e pneus, conservando-os guardados e ou tampados; encher com areia os pratinhos dos vasos de plantas e tratar água de piscinas e espelhos d’água com cloro são ações importantes que ajudam a evitar a disseminação do vírus transmissor da doença. Outro cuidado fundamental é a proteção individual de gestantes, com o uso de repelentes, de roupas que previnam o contato com o mosquito e de evitar exposição durante a manhã e final da tarde, períodos em que o Aedes aegypti costuma atacar as vítimas