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Aumento de casos de H1N1 faz com que população procure clínicas particulares


30 de março de 2016 286 visitas

Secretarias ainda não confirmaram se há casos da gripe no Rio. Pelo menos 400 mil doses serão entregues aos municípios

O DIA
Rio – O Ministério da Saúde vai iniciar, a partir de sexta-feira, o envio de vacinas contra a gripe H1N1 para todo o país, incluindo o Rio de Janeiro. Por conta do aumento de casos da chamada ‘gripe suína’ em alguns estados, como em São Paulo, onde já foram registrados 66 casos, e no Paraná, o governo federal decidiu antecipar a distribuição do produto contra o vírus influenza A.

Pelo menos 400 mil doses que sobraram do ano passado serão entregues aos municípios pelos estados. Até o fechamento desta edição, as secretarias de Saúde do estado e do município não informaram se há casos confirmados de H1N1 no Rio. O aumento de casos em outras regiões do Brasil, porém, tem levado a população fluminense a uma corrida às clínicas particulares em diversas cidades, como em Volta Redonda, no Sul Fluminense. O preço da vacina varia de R$ 80 a R$ 130.”Embora não haja motivo algum para alarde, tem muita gente preocupada. Realmente a procura aumentou consideravelmente”, atesta Artur Fernandes, dono da Assen, uma empresa de vacinação da cidade.

Artur lembra que não é preciso receita médica para obter a vacina, mas alerta que a dose não é recomendada diante de qualquer infecção viral ou bacteriana. “Não deve ser tomada, por exemplo, por quem estiver com dengue, zika ou chikungunya”, adverte.

Rede pública só terá a trivalente

As vacinas contra o vírus Influenza A são produzidas em laboratórios diferentes, mas possuem a mesma composição. Todo ano os agentes que compõem a vacina mudam, isso porque são feitas análises pela Organização Mundial da Saúde para saber quais vírus são incidentes em cada região e, a partir de então, os laboratórios produzem a imunização.

Na rede privada são disponibilizadas dois tipos de vacina: trivalente e quadrivalente, já na pública só é aplicada a trivalente. A diferença é que uma possui uma ‘cepa’(linhagem de microrganismo) de Influenza B e a outra, duas. “A quadrivalente foi aprovada ano passado, por isso, ainda não está na rede pública. Antes de vir para a pública ela precisa ser viabilizada por diversos fatores”, diz Flavia Bravo, presidente da Regional Rio da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Segundo ela, o vírus não circula igualmente em todas as regiões. “O clima influencia. O surto veio mais cedo do que o esperado neste ano”, disse. A tendência é de a quadrivalente chegar à rede pública al alguns anos.

Colaboraram as estagiárias Daniele Bacelar e Laila Ferreira.