Mais de 130 equipes fluminenses se inscreveram na competição

Os alunos da Faetec se destacaram na etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Para a competição, estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e particulares projetam robôs que simulam uma situação de resgate. Amanhã, eles disputarão a etapa estadual, na PUC-Rio, na Gávea, na Zona Sul, onde os selecionados seguem para a fase nacional.

Os robôs precisam ser completamente autônomos para percorrerem o circuito de três salas com obstáculos. Este ano, 131 equipes fluminenses se inscreveram para a OBR. Com a elevada procura, o Rio de Janeiro foi o único estado a ter três seleções regionais: em Volta Redonda, Petrópolis e Macaé.

Onze equipes da Faetec, nove do Ferreira Viana, na Tijuca, e duas de Petrópolis, cada uma com quatro alunos, foram selecionados para a fase estadual. Ao todo, 60 times, sendo 27 de Nível 1 (iniciantes) e 33 de Nível 2 (avançado), se classificaram para a disputa de amanhã.

– Projetos, como o de robótica, complementam o processo de ensino e despertam novas vocações nas áreas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico – explicou o presidente da Faetec, Wagner Victer.

Na unidade de Petrópolis, as equipes Sir Dapa e Sir GMD2 conquistaram o primeiro e quarto lugares do Nível 2 da etapa regional e se classificaram para a estadual. Para ingressarem no laboratório de Robótica, coordenado pelos professores Alberto Angonese e Eduardo Krempfer, os alunos passam por uma seleção de acordo com o desempenho nas disciplinas de Exatas. Os grupos se reúnem aos sábados, e a disciplina não vale nota.

– O planejamento, programação, montagem e construção de cada robô é concepção dos estudantes para a solução de um problema proposto pela competição. Os professores orientam e direcionam o trabalho. A ideia é estimular a parte intelectual e social dos alunos – disse Alberto Angonese.

No 3º ano do curso técnico de Tecnologia da Informação, a equipe Sir Dapa, formada por Damaris Salgueiro, de 17 anos, e os gêmeos Adrian e Adan Ribeiro, de 18 anos, ficou na primeira colocação na etapa de Petrópolis. Eles participam do laboratório de Robótica há três anos.
– Usamos nossos conhecimentos de mecânica, eletrônica e programação para montar o robô. Estamos indo bem nas competições – ressaltou Damaris.

No Ferreira Viana, às quintas-feiras os alunos do turno da manhã esperam até a noite para participarem do laboratório de Robótica coordenado pelo professor César Bastos. Estudantes de todos os cursos podem participar.

– Aqui, eles adquirem conhecimento de ponta e se sentem valorizados e preparados para competir com outras escolas e ingressar no mercado de trabalho – afirmou o professor.

Segunda colocada na etapa regional da OBR, a equipe Alfa é exemplo da multidisciplinaridade do laboratório. Juntos, Mattheus Amil, de 15 anos, e Marcus Vinicius Boto, de 17 anos, ambos do 2º ano de Eletrônica, e Polick Chen, de 16 anos, no 1º ano de Mecânica, criaram o robô Wall-E.

– A escola e os professores nos incentivam a participar das competições e, ganhando ou perdendo, nos estimulam a melhorar sempre. Mesmo sem valer nota, o laboratório é muito importante para a nossa formação e, enquanto aprendemos, podemos ajudar a sociedade – contou Mattheus.

Foto: Salvador Scofano

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