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Alerj vota contra prisão de deputados


18 de novembro de 2017 237 visitas

Após a decisão da Casa, deputados foram soltos no fim da tarde

Com 39 votos favoráveis contra 19 e uma abstenção, os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovaram, nesta sexta-feira (17/11), o projeto de resolução 577/17 que revoga a prisão e o afastamento do mandato do presidente da Casa, deputado Jorge Picciani, do deputado Paulo Melo e do líder do Governo, deputado Edson Albertassi, todos do PMDB.

A decisão da Casa também determina que eles retomem o exercício regular do mandato. O secretário da Mesa Diretora, Marcus Vinícius Giglio foi entregar a decisão ao delegado da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, para a soltura dos deputados, o que ocorreu no fim da tarde.

A prisão foi determinada na última quinta-feira (16/11), com a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Apos a determinação, os parlamentares se apresentaram à sede da Polícia Federal, no Centro da capital.

CCJ
Mais cedo, por quatro votos a dois e uma abstenção, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj, presidida pelo deputado Chiquinho da Mangueira (PODE) deu parecer favorável à relatoria feita pelo integrante do grupo, deputado Milton Rangel (DEM) que cita as Constituições Federal e Estadual, em seus artigos 53 e 102, respectivamente, em que cabe ao parlamento decidir sobre medidas cautelares aplicadas a seus integrantes. “O afastamento do mandato, consequência ou não da prisão, subtrai do povo a atuação dos parlamentares que ele elegeu.”

Divergências
Antes da votação no plenário, os líderes partidários chegaram a um consenso a fim de dar celeridade ao de votação. Desta forma, quatro deputados falaram por oito minutos cada, dois a favor da soltura, André Corrêa (DEM) e André Lazaroni (PMDB) e dois a favor da prisão, Luiz Paulo (PSDB) e Marcelo Freixo (PSol). “Não estou aqui pra defender colegas de partido ou julgar supostos crimes. Se alguém é culpado de algum crime, ele será julgado e condenado. Este não é o momento. Não existe razão para a prisão preventiva dos deputados, segundo a Constituição Federal”, defendeu Lazaroni.

Freixo disse que a decisão não dialoga com a necessidade da democracia. “Isso não dialoga com o sentimento do povo, porque foram cinco votos no TRF pela prisão preventiva dos deputados. A Alerj está distante desse interesse ao votar para soltar, pois presta um desserviço à sociedade nesse momento.”